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sexta-feira, 5 de abril de 2013

IPBISA 30 anos de organização

Nos dias 23 e 24 de março nossa igreja completou 30 anos de organização tendo contando com a presença do Rev. Saulo Pereira de Carvalho - Diretor do Seminário Presbiteriano Brasil Central, Goiânia-GO e do seminarista Luiz Washington (IPB Jardim América, Goiânia-GO). Foi uma festa muito linda para a glória de Deus.
Eis algumas fotos:


























SOLI DEO GLORIA!!!

Rev. Eric Ewans Mendes.

Atos 1.8: O poder para pregar o Evangelho:


Introdução: Marcos 16.14-18 e Romanos 10.8-17.
Narrativa:
·         Lucas é o autor do livro de Atos e do Evangelho de Lucas (Lucas 1.1-4; Atos 1.1-5).
·         Atos dos Apóstolos, ou melhor Atos do Espírito de Cristo, foi escrita entre os anos 60 – 64 d.C., onde possivelmente começou a escrever na Antioquia e terminou a obra em Roma.
·         Os destinatários eram um grupo de cristãos, onde o seu representante principal era um homem da alta sociedade romana chamado Teófilo recém-convertido ao cristianismo.
·         Atos é a continuação do Evangelho de Lucas, e ele tem por propósito a história do começo do cristianismo no sentido geral, bem como mostrar que Jesus continua vivo e ativo por meio dos discípulos, onde eles continuam a evangelização, são alguns dos propósitos.
·         Contexto: 1.1-11.
A ascenção de Jesus e a promessa da descida do Espírito Santo.
O poder para pregar o Evangelho:
I.                   É dado ao povo de Deus (v.8a):
Jesus no início desse versículo diz (v.8a – ler). Ele usa a expressão “mas” para mostrar que aquilo que eles deveriam fazer não era se preocupar com o que na verdade era algo exclusivo da preocupação de Deus e cuidarem apenas daquilo que lhes foram confiados. Por isso no v.7 Jesus diz: “não vos compete conhecer tempos ou épocas que o Pai reservou pela sua exclusiva autoridade.” E aí o v.8 diz que os discípulos receberão poder.
Em outras palavras, o que Jesus está dizendo é: “A parte de Deus é um assunto exclusivo Dele e ele irá cuidar, agora vocês farão aquilo que lhes será confiado segundo o que foi prometido, que é receber o poder para cumpri-la.” Por isso vejo que o peso do verbo recebereis não está somente na questão do tempo, futuro próximo, mas sim de que o que está sendo dito é algo que realmente vai acontecer, uma certeza.
E esta certeza é a promessa de que os discípulos receberão poder. A palavra poder no grego é dynamis, e ela significa que os discípulos receberão um poder espiritual, serão capacitados para uma tarefa que lhes foi confiados, que é testemunhar, o qual veremos no final deste verso. Tal promessa não é nova, mas antiga que é mencionada em Joel 2.28, onde as pessoas receberão poder para profetizar, terem visões e sonharão.
 Jesus em Mateus 10.19: “E quando vos entregarem, não cuideis em como ou o que haveis de falar, porque naquela hora, vos será concedido o que haveis de dizer.”
Em Lucas 24.49 Jesus diz: “Eis que envio sobre vós a promessa de meu Pai; permanecei, pois, na cidade, até que do alto sejais revestidos de poder.”
Os discípulos receberam o poder espiritual para pregarem a palavra de Deus com suas vidas e palavras, para efetuar curas e sinais, conforme vemos acontecer no livro de Atos, como a sombra de Pedro que passou e curou (Atos 5.15), como Paulo que repreendeu o espírito da jovem advinhadora (Atos 16), etc. E Lucas continua apresentando as palavras de Jesus que o poder para pregar o Evangelho que é dado ao povo de Deus é:
II.                É do próprio Deus (v.8b):
Veja o que Jesus diz nessa parte (v.8b – ler). O verbo descer sobre vós pode se traduzir por vir em cima ou vir sobre. Este verbo apresenta a ideia de uma ação que acontece uma única vez, no qual o seu significado é a vinda do Deus Espírito Santo sobre os discípulos e Apóstolos de Jesus para que eles possam realizar a tarefa que Jesus irá lhes falar no final deste versículo.
Esse momento era importante para o povo de Deus, pois somente com o auxílio do Espírito Santo é que os discípulos seriam capazes de pregar o Evangelho. Por esta razão, vemos que no Antigo Testamento, todos os trabalhos que Deus mandou os seus servos fazerem, a Terceira Pessoa da Trindade estava sobre eles e que Ele estará sempre sobre o seu povo:
Êxodo 31.2, 3: “- Eu escolhi Bezalel, filho de Uri e neto de Hur, da tribo de Judá, e o enchi com o meu Espírito. Eu lhe dei inteligência, competência, e habilidade para fazer todo o tipo de trabalho artístico;”
Salmo 51.11: “Não me expulses da tua presença, nem me retires o teu Santo Espírito.”
Joel 2.28: “E acontecerá, depois, que derramarei o meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão; vossos velhos sonharão, e vossos jovens terão visões.”
Mateus 3.11: “Eu vos batizo com água, para arrependimento; mas aquele que vem depois de mim é mais poderoso do que eu, cujas as sandálias não sou digno de levar. Ele vos batizará com Espírito Santo e com fogo.”
Atos 1.5: “Porque João, na verdade, batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois desses dias.”
Assim, o poder dado aos crentes é um poder que vem do alto, o qual é do Espírito Santo, sendo somente pelo seu poder que somos capazes de cumprir a tarefa que Jesus nos dá, pois o próprio Jesus é o batizador, conforme vemos em Mateus 3.11, onde ele nos batiza com graça (Espírito Santo sobre nós) e aos incrédulos com juízo (fogo), onde todos os crentes que recebem o Espírito Santo são batizados por Ele, porque são selados comprovando que pertencem a Deus e que foram chamados para uma tarefa especial (cf. Ef 1.13, 14).
Em João 16.7, 8, 13, 14, Jesus diz aos seus discípulos que o Consolador (Espírito Santo) será enviado por ele após ele subir ao Pai no qual é o Espírito que convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo, onde ele guiará a toda a verdade, e também glorificará a pessoa de Jesus Cristo. Não por ser inteligente ou persuasivo que os discípulos completarão a tarefa, mas por causa do poder e da pessoa do Espírito Santo.
Paulo diz em 1 Coríntios 12.3: “Por isso, vos faço compreender que ninguém que fala pelo Espírito de Deus afirma: Anátema, Jesus! Por outro lado, ninguém pode dizer: Senhor Jesus! Senão pelo Espírito Santo.” Pois o Espírito de Deus age em nosso coração nos levando a usar corretamente nossa responsabilidade humana por meio de um ato de obediência.
III.             É com o propósito de nos capacitar para testemunhar em todo o mundo (v.8c):
Jesus depois de mencionar que eles receberão poder do Espírito Santo que descerá sobre eles para os capacitarem a cumprir tarefa que fala no final deste verso (v.8 – ler). Jesus usa a expressão e sereis minhas testemunhas. O verbo sereis mostra a certeza daquilo que os discípulos farão no futuro próximo que é ser testemunhas de Jesus. A palavra grega usada para testemunhas é a palavra mártyres, de onde vem a palavra mártir.
E o que significa essa palavra? Significa que os discípulos serão anunciadores da palavra de Jesus para todos os lugares, com suas palavras por meio da pregação bem como pela sua vida, através de atos onde confirmam a sua fé em Jesus em todos os momentos, sejam tranquilos e ainda mais nos momentos em que suas vidas estejam ameaçadas e venham a morrer violentamente por causa do Evangelho.
E aonde essas pessoas irão testemunhar? Jesus então apresenta a sua estratégia de ação missionária para aqueles que irão cumpri-la pelo poder do Espírito Santo: Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra. Jesus traça aos discípulos a extensão do programa missionário que ele mesmo criou, no qual o pré-requisito para que os discípulos participem é terem recebido o Espírito Santo que lhes é dado pelo mesmo Cristo. Jesus ministrou em Jerusalém, na Judéia e na Samaria, e agora a sua ação vai além dos limites geográficos dessas regiões, onde progressivamente atingirá todas as nações da terra.
Por isso vemos que Atos tem um dos propósitos de abordar acerca da importância da evangelização, pois foi uma ordem dada por Jesus à comunidade dos crentes, onde ela tem o seu cumprimento seguindo a ordem mencionada por Jesus: 1. Jerusalém (Atos 1.8-8.1); 2. Judéia e Samaria (Atos 8.2-10.48) e 3. Confins da terra (Atos 11.1-28.31).
Podemos lembrar da Parábola do grão de mostarda e do fermento onde mostra que o Reino de Deus cresce em extensão e intensidade: “O Reino dos Céus é semelhante a um grão de mostarda, que o homem tomou e plantou no seu campo; o qual é, na verdade, a menor de todas as sementes, e, crescida, é maior do que as hortaliças, e se faz árvore, de modo que as aves do céu vem aninhar-se nos seus ramos. O reino dos céus é semelhante ao fermento que uma mulher tomou e escondeu em três medidas de farinha, até ficar tudo levedado.”
Conclusão:
O que podemos aprender com Atos 1.8?
1.      Que a capacidade para pregarmos o Evangelho vem do Espírito Santo que habita em nós.
2.      Que a nós Jesus confiou à tarefa de continuarmos o programa missionário que foi passado aos discípulos.
3.      Que devemos considerar como um grande privilégio e ao mesmo tempo uma grande responsabilidade anunciarmos o Evangelho com as nossas vidas e estarmos dispostos ao ponto de sofrermos afrontas por amor a Cristo.
4.      O Evangelho deve ser pregado a todos em todo o mundo sem distinção de raça, sexo, idade ou condição social.
Aplicação: Obedeça a esse chamado:
1.      Crescendo na comunhão com Deus através do estudo da Palavra e da oração.
2.      Dispondo-se para anunciar a Jesus com sua vida aonde você estiver. 

Que Deus lhes abençoe

Rev. Eric Ewans Mendes



terça-feira, 5 de junho de 2012

Lopes, Hernandes Dias. Perdão – A cura das emoções. São Paulo. Editora Candeia. 1ª Edição. 2003. Estudo 01 – Ofensa e perdão:


Texto base: Mateus 5.40-48.
Introdução:
O que é perdão? Porque é um tema tão difícil de tratar? O perdão é uma opção ou uma necessidade na vida das pessoas, especialmente na vida do povo de Deus?
São perguntas não muito simples de responder, já que o tema não é simples de se estudar e entender. Entretanto, durante este estudo e os demais desta série, à luz da Palavra de Deus responderemos a essas perguntas. E a nossa bibliografia básica será justamente este pequeno livro do Rev. Hernandes Dias Lopes.
Na passagem que acabamos de ler ela faz parte do famoso Sermão do Monte de Jesus, onde o Messias ensina que o verdadeiro justo é aquele pratica a justiça do Reino de Deus, no qual o amor e perdão são parte delas. Se queremos ser justos devemos amar e perdoar todas as pessoas, amigos e inimigos.
Eis algumas frases à luz dessa passagem que acabamos de ler:
·         “é fácil falar sobre perdão até que se tenha alguém para perdoar”. C.S. Lewis.
·         “Amar a humanidade é fácil, o difícil é amar e perdoar aqueles que nos perseguem e se declaram seus inimigos.” Hernandes Dias Lopes. p. 15.
·         “Amar de forma genérica é fácil, o difícil é amar aqueles que cruzam o nosso caminho.” Hernandes Dias Lopes. p. 15.
Mas, antes de continuarmos esse estudo, precisamos ter uma noção também do que significa a palavra ofensa.
No dicionário a palavra ofensa, que deriva do verbo ofender, significa:
1.      Fazer mal a (outrem por atos ou palavras).
2.      Magoar, injuriar, doestar, escandalizar.
3.      Lesar.
4.      Desconsiderar.
5.      Pecar contra.
Na Bíblia, esta tem tanto no Antigo Testamento como no Novo mais de uma palavra para descrever acerca de uma ação (geralmente incorreta) que gera uma avaria grave nos relacionamentos, em primeiro lugar, com Deus (aí lembramos que pecado significa errar o alvo que Deus estabeleceu, desobedecendo-O) e também com o próximo, que leva a pessoa a ter tristeza e mágoa no coração como conseqüência. Ex: Gênesis 3.14-24; Levítico 6.2; 1 Samuel 19.4; Mt 6.14, 15; 18.15-20.
I.                   O perdão: uma necessidade:
O Rev. Hernandes Dias Lopes diz:
“O Perdão é uma necessidade imperativa para aqueles que desejam viver de forma saudável. O perdão é uma terapia para a alma, um tônico para o coração, uma condição indispensável para a saúde emocional e física. Muitas enfermidades deixariam de existir se aprendêssemos a terapêutica do perdão. Quem não perdoa é escravo dos seus próprios sentimentos. Quem não perdoa não é livre e nem tem paz. Quem não perdoa, adoece física, emocionalmente e espiritualmente.” (pp. 15, 16).
A Palavra de Deus nos ensina a grande necessidade do perdão. Vejamos algumas passagens:
·         Mateus 6.14, 15; Marcos 11.26 – Jesus ensina que Deus não perdoará as nossas ofensas contra Ele se não perdoamos aqueles que nos ofendem.
·         Mateus 18.35 – Sofreremos o peso da mão de Deus quando não exercemos o perdão.
·         Romanos 12.17-21 – Paulo orienta para que não vinguemos, mas exerçamos o perdão para sermos abençoados.
II.                Mais exemplos bíblicos:
·         Gênesis 50.15-21: Os irmãos de José pensaram que ele se vingaria por tudo que sofreu nas mãos deles, e imploraram por misericórdia. Entretanto, para a surpresa deles, José já os havia perdoado e também mostrou que Deus utiliza até o mal para cumprir os seus propósitos e consolou os corações deles.
·         2 Samuel 13.22, 32: Absalão não perdoou Amnon, seu meio-irmão mais velho por ter violentado Tamar, onde adoecido pelo ódio, matou a seu irmão, dando início ao que Natã havia dito a Davi pelas conseqüências dos seu pecado.
·         Lucas 23.34: Jesus na cruz pede ao Pai que perdoem aqueles que o crucificaram. O nosso Salvador é o nosso maior e perfeito modelo de como devemos perdoar.
·         Atos 7.60: Estêvão quando sofria a injusta punição por apedrejamento, roga ao Senhor que não impute sobre seus executores tal pecado.
III.             Experiências de crentes na atualidade:
Alguns exemplos de crentes que exercitaram o perdão:
·         Rev. Hernandes Dias Lopes: O autor desse livro conta que no primeiro ano do seu ministério, após visitar um presbítero que o pai havia falecido, levando-lhe  uma palavra de consolo, recebe uma terrível notícia. Seu irmão havia sido assassinado a facadas pelo primo de sua esposa. Sofreu muito e ficou em choque por muito tempo, mas segundo ele, depois que recobrou as forças, “a primeira palavra que Deus colocou nos meus lábios foi: eu perdôo o assassino do meu irmão.”
·         Corrie Ten Boom: Oradora e escritora holandesa, ela esteve prisioneira durante a II Guerra Mundial, em um campo de concentração alemão, sofrendo humilhações nas mãos de um dos guardas alemães. Anos mais tarde, após a guerra, ela estava na Alemanha testificando a sua alegria no Senhor em uma reunião. Depois do encontro, algumas pessoas conversavam com ela quando apareceu o guarda alemão que a maltratou, pedindo que o perdoasse. Naquele momento, ela sem lembrou de toda a dor e angústia que sofreu na prisão causadas por aquele homem. A misericórdia triunfou, o guarda foi perdoado.
Conclusão:
1.      A princípio, o perdão é uma necessidade se queremos ter os nossos corações curados da dor causada pela ofensa. A Bíblia nos ensina isso.
2.      A ofensa é um ato que gera uma tristeza e a avaria grave do relacionamento.
3.      Jesus é o nosso maior modelo de perdão.
4.      O perdão é difícil praticar, mas não impossível como vimos nos exemplos.
5.      O perdão está intimamente ligado ao amor.
Aplicação:
1.      Pense na seguinte pergunta: eu tenho exercitado a prática do perdão?
2.      Estudar a Bíblia olhando para os modelos bíblicos e exemplos dos crentes maduros do passado e presente.
3.      Orar pedindo a ajuda do Espírito Santo para obedecer o que a Bíblia nos manda fazer.

Prática da santidade em nosso tempo: A grande necessidade. Parte I – A necessidade e os incentivos à santidade:


Introdução: A santificação é ação de Deus e responsabilidade humana. A necessidade de santidade em nosso tempo. O mal presente do século XXI.
1.      Deus tem nos chamado a santidade:
1 Tessalonicenses 4.7: Paulo mostra que Deus nos chamou para a santificação que é algo totalmente contrário à impureza. A santidade é necessário para tudo o que Deus chama a fazer, sendo ela um estímulo e deve ser encarada pelos crentes como um estímulo para a procura e prática da santidade.
2.      A santidade é a evidência da nossa justificação e eleição:
1 Coríntios 6.11: Paulo diz que a santificação é o resultado da justificação, onde sem esta última, a primeira nunca seria realidade em nossas vidas. São diferentes em seus objetivos, mas inseparáveis. A justificação dá aos filhos de Deus pelos méritos de Cristo o direito ao céu e a audácia de estar em sua presença. Já a santificação proporciona ao crente a idoneidade para gozar desses direitos recebidos pelos méritos de Jesus Cristo.
2 Tessalonicenses 2.13: Paulo diz que a eleição é inseparável da santidade. Somos santos porque fomos escolhidos por Deus e fomos escolhidos para sermos santos, onde a eleição é a causa da nossa salvação e a santificação é a evidência da nossa salvação, o que deve nos trazer conforto e alegria de saber que somos escolhidos de Deus.
3.      Sem santidade todas as coisas são corruptas:
Através de Cristo, Deus santifica os seus filhos e faz com que suas orações e ações sejam aceitáveis. Sem Jesus, as obras humanas são corrompidas, segundo Paulo diz em Tito 1.15.
4.      A santificação aumenta nossa saúde espiritual:
A santidade é a saúde espiritual. E um dos meios que Deus geralmente para tratar da nossa saúde espiritual é através da disciplina. Através dela Deus molda o nosso caráter, produzindo uma santidade genuína. Através de Jesus recebemos uma nova conta de Deus e através da santificação uma consciência limpa, onde sem elas não temos uma saúde espiritual e não veremos a Deus (Hb 12.11-14).
5.      A santidade promove segurança:
Os crentes que buscam ter uma vida santa diante de Deus possuem uma segurança diária, por meio da leitura e estudo da Palavra de Deus, da oração, e dos sacramentos (Ceia, ex.), obedecendo ao que Deus determina em sua Lei. A Confissão de Fé de Westminster Cap. XVIII e os Cânones de Dort Parte V, baseados na Bíblia dizem a mesma coisa. Quando não há essa busca então a pessoa perde esse sentido de segurança diária, pois ela:
1.                           Vive despreocupadamente – tomam o pecado de forma imprudente e ficam desatentos com a devoção e o estudo diário da Palavra de Deus.
2.                           Vive inativamente – é aquele que assume uma postura de que não pode fazer nada para promover a santificação, como se a santidade fosse fora de nós, com exceção de algumas raras ocasiões nas que algo muito especial passa por dentro dela.
De ambas as maneiras evidenciam que o crente não age responsavelmente contribuindo com a sua santificação e isso resulta de que não tem muita segurança e nem estará obedecendo ao chamamento de Pedro para buscá-la 2 Pe 1.10. As duas posturas mencionadas são a receita para a obscuridade espiritual diária, inutilidade e esterilidade espiritual.
6.      A santidade é essencial para o serviço eficiente a Deus:
Paulo em 2 Timóteo 2.21 une a santificação com a efetividade, ou seja, aquele que se santifica, cresce mais e fica mais diligente em realizar a obra de Deus com eficiência. Sempre desejará fazer o melhor.
7.      A santidade nos dá uma semelhança com Deus:
Quando a pessoa busca pela santidade, as suas atitudes apresentam um coração que tem o amor de Deus nele. Como diz Thomas Watson: “Devemos nos empenhar em ser como Deus em santidade. E um claro espelho em que podemos ver um rosto; é um coração santo em que se pode ver algo de Deus”. Mateus 5.48 Jesus nos incentiva a sermos semelhantes ao Pai.

8.      O Deus que amamos, ama a santidade:
Deus ama a pureza, pois Sua natureza é Santa. E como declara citado pelo autor William Gurnall que “Deus ama tanto a pureza, que em lugar de ver uma mancha nas vestiduras de um filho sujo, prefere ver um buraco”. Deus deseja que sejamos santos (1 Pe 1.15, 16; cf. Lv 11.44, 45).
9.      A santidade preserva a nossa integridade:
Nos livra de querermos ser os famosos crentes domingueiros, que são aqueles que acham que o culto é somente aos domingos. A santificação nos dá vitalidade, propósito, significado e direção a vida diária. Paulo nos mostra isso em 1 Co 10.31, que tudo o que fazemos é um culto e para a glória de Deus.
10.  A santidade prepara para o céu:
John Owen, um teólogo muito famoso no meio acadêmico diz que não existe a possibilidade de se ter um desfrute de Deus em um estado de bendição sem que haja a santificação. A santidade que será aperfeiçoada no céu começa aqui na terra. Hebreus 12.14 nos diz isso.
Conclusão: Como ação de Deus – Ele nos elegeu para que fôssemos santos. A vivermos em santidade, dizemos que somos eleitos de Deus. Por isso, Eleição e santificação estão intimamente relacionadas. Sem santidade tudo o que fizermos é corrupto. Deus também nos guarda do mal, é a sua promessa (Mt 6.13).
Como responsabilidade humana – ao buscar uma vida de santidade, vemos a nossa contribuição nesse processo, desenvolvendo a nossa santidade como a Bíblia determina, tendo uma segurança diária, sendo eficientes na obra de Deus e tendo nossa integridade preservada, sendo crentes que cultuam a Deus em todo o lugar e não somente na igreja. Como seres responsáveis, somos exortados a nos afastar do mal (1 Ts 5.22).
Aplicação:
1.      Gratos a Deus por ter nos escolhido para sermos santos e entendermos sua disciplina como meio para nos santificar.
2.      Buscarmos a santificação sendo pessoas: amorosas, generosas (dividindo o que temos com os outros), temperantes, que guardam a língua, que guardam os pensamentos de coisas impuras, que saldam os seus compromissos, etc.), rejeitando valores e coisas que são más e que nos levam a uma vida de prisão no pecado e no vício.

A Santidade Através da História: A interpretação da Igreja:




Texto base: 1 Coríntios 11.1.
Introdução:
Para a Igreja Apostólica (do tempo dos Apóstolos), a essência da santidade consistia em conformidade com Cristo. O objetivo que se salientava era de serem os crentes puros como Cristo, conforme vemos na passagem que lemos.
Muitos dizem que as igrejas deveriam voltar ao que era a Igreja Primitiva.
Mas com o tempo, para alguns líderes da Igreja Cristã, santidade passou a ser vista principalmente como um isolamento do mundo e das contaminações da sociedade. Durante esses períodos, surgiram os seguintes movimentos:
1.      Ascetismo:
Essa idéia ensina que as pessoas devem abandonar literalmente o mundo e dedicar-se intensivamente as vigílias de oração com jejuns e mortificação própria. Para isso, as pessoas abandonavam suas, famílias, bens, trabalhos e se isolavam em mosteiros e conventos. Deste pensamento vinha de que somente eram santas as pessoas religiosas que exerciam o ministério de sacerdotes e que viviam nesses mosteiros, enquanto os demais cristãos estavam em um nível inferior de santidade por ainda estarem nesse mundo.
Tem um pouco desse pensamento nos crentes hoje, quando pensam que pastores, missionários e evangelistas estão em um patamar de santidade superior porque se dedicam integralmente ao ministério. E que muitos líderes querem ser vistos assim, e também movimentos que levam as pessoas para o total isolamento a fim de atingir um patamar espiritual.
2.      Misticismo:
O misticismo foi um movimento que segundo as pessoas adeptas, a santidade se alcança não fugindo do mundo, mas elevando-se acima dele, onde a santidade é uma escala com várias etapas de absorção espiritual em Deus como purgação, iluminação e contemplação, que é a reclusão (ficar isolado), a obtenção do conhecimento, e a contemplação espiritual, a fim de ficar longe do contato com o que é material e impuro e concentrar-se apenas no espiritual.
O movimento G-12 tem essa idéia da contemplação espiritual. Por isso que eles pedem as pessoas no encontro que não conversem.
3.      Sacramentalismo:
Esse pensamento ensina que a santidade está acessível a todos desde que estes assistam uma missa celebrada por um sacerdote. Por isso vemos aquelas pessoas com o pensamento de que ir à missa é o suficiente para santificar-se. Para elas, o sacramento santifica.
4.      Perfeccionismo:
Essa idéia é muito antiga e possui canais não-cristãos e cristãos. No meio cristão um dos meios pelo qual o perfeccionismo entrou foi no movimento metodista wesleyano e outros posteriores que consideravam haver uma plena e total santificação, onde o crente deixa de pecar e deve viver sem pecado no mundo, pois o pecado é erradicado e os crentes são abençoados com o dom do amor perfeito, que eles falam ser o amor ágape. Os Pentecostais chamam isso de uma “Segunda bênção”, que é posterior a conversão.
Pode-se ver 4 coisas que ensina alguns movimentos do perfeccionismo cristão: 1. A ênfase na segunda obra de Deus distinta da conversão, 2. O entendimento que o pecado é um fenômeno primariamente voluntário que pode ser completamente desarraigado do ser humano neste mundo, 3. A crença de que o cristão pode obter a perfeição nesta vida mediante esforço contínuo de consagração, 4. A convicção de que a santificação plena é a única resposta ao testemunho inútil que caracteriza muitos cristãos.
Por isso vemos movimentos como “Águas profundas”, “Àguas purificadoras”, “G-12”, onde as pessoas buscam a perfeição espiritual.
5.      Respostas Bíblicas a essas idéias:
Tais movimentos oferecem seus perigos e a Escritura nos dá a resposta a cada um deles:
Ascetismo: Além de apresentar uma ênfase no pecado, esquecem que o problema do pecado está no coração do ser humano que nenhum mosteiro pode erradicar. Acabam por promover uma atitude de que a salvação é pelas obras em lugar da salvação pela fé. Eles também negam o mandato de Jesus de que devemos ser diferença neste mundo.
Sl 51.13; Mt 5.13-16; Jo 17.15 – mostram que os crentes devem ser influência no mundo em pecado fazendo a diferença.
Misticismo: Acaba por perder a Escritura como regra de fé e prática. Exalta o ser humano como capaz de encontrar a verdade por conta própria.
Sl 19.7; 2 Tm 3.15-17 – Somente a Palavra de Deus possui poder para transformar e moldar o ser humano a fim de que ele venha a fazer o bem.
Sacramentalismo: O sacramentalismo substitui a obra pessoal e subjetiva (particular) do Espírito Santo no coração do pecador. Coloca-se importância em um ato externo e não na fé.
Sl 51.17; Rm 3.28; Ef 2.8, 9 – É uma ação interna do Espírito Santo no coração do pecador que o leva a reconhecer quem é e quem Deus é, sendo santificado a cada dia.
Perfeccionismo: Apresenta uma ênfase na autonomia espiritual do ser humano e não conseguem distinguir santidade genuína e santidade completa na vida do cristão, onde a primeira indica que somos verdadeiramente santos, mas imperfeitos, passando por um processo de aperfeiçoamento onde há primeiro a ação do Espírito Santo e em seguida a nossa resposta com uma vida de amor e obediência a Deus devido o auxílio do Espírito Santo em nós.
Is 64.6; Sl 51.12; 1 João 1.8, 9; 2.1 – pecamos, caímos e nos entristecemos perdendo a alegria da salvação (não a salvação), mas somos reanimados e fortalecidos sendo perdoados dos nossos pecados quando os reconhecemos diante de Deus e pedimos perdão pelos méritos de Cristo, sendo aperfeiçoados. O ser humano não possui autonomia espiritual para ser santo, pois sem Deus, suas obras são inúteis.
Uma observação: o amor não é dom, mas é chamado de mandamento, o caminho, a dívida impagável, o vínculo da perfeição (Dt 6.5; 1 Co 13; Cl 3.14; Rm 13.8, etc.). Todos os crentes devem amar.
Conclusão: Pudemos ver que com o tempo alguns movimentos surgiram após o período Apostólico os quais notamos quando colocamos à luz da Escritura acabaram abandonando os princípios ensinados pelos apóstolos, que resumidamente é: Fomos salvos por Deus em Cristo e santificados pelo Espírito Santo, onde esse processo começa aqui nesta vida com o poder do Espírito e nossa ação imitando a Cristo e sendo completado na Segunda Vinda de Cristo onde seremos santificados completamente. Corpo e alma se unirão novamente, recebendo o homem um novo corpo. Sobre a Igreja Primitiva, o melhor que podemos dizer é que devemos seguir seu exemplo em Atos 2.42-47. Voltar a ser como eles eram não há como já que esta igreja viveu em um contexto específico.
Aplicação:
1.      Olhar todas as pessoas da igreja de Cristo como santas, não existindo santidade superior e inferior.
2.      Humildade para reconhecer fraquezas e pecados, pedindo perdão a Deus e força para poder vencer.
3.      Procurar se diferença e referência na sociedade como bênção – sal da terra e luz do mundo.